Enorme vitória do Oriental no reduto do Oliveirense, líder da Segunda Liga à passagem da 19.ª jornada da competição. O golo de Hugo Grilo aos 23' minutos deu ao conjunto grená e branco o merecido prémio por uma primeira parte muito bem conseguida, colmatada pela insuperável capacidade de sofrimento nos minutos finais. Uma manhã, em resumo, para mais tarde recordar.

 

A batalha assemelhava-se dura mas foi sem medo que os Guerreiros de Marvila se apresentaram no Estádio Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis. Seguro no setor mais recuado e sempre apostado em pressionar alto na primeira fase de construção do Oliveirense, o Oriental controlou as operações desde o início e esteve muito perto do golo logo aos 16' minutos pela cabeça de Mauro Bastos, após bom livre de Tom. 

 
 
 

Aos 21’ minutos Roncatto voltou a lançar o alerta grená com um remate por cima bem no coração da área e dois minutos mais tarde Hugo Grilo traduziu a superioridade do Oriental em golo aproveitando a confusão que se instalou em redor da baliza de João Pinho, num pontapé que ainda sofreu um desvio de Sérgio antes de entrar.


Mesmo em vantagem a formação de Marvila não baixou as linhas e até poderia ter chegado ao intervalo com um parcial mais dilatado não fosse Bruno Paixão anular de forma incompreensível um golo limpo a Tom (44'). Seria na verdade um dos melhores golos da jornada, uma enorme chapelada do cabo-verdiano ao guardião da casa, efetuada com a face exterior do seu pé esquerdo. O esbelto gesto técnico foi abafado pela vontade do juiz da partida e na resposta o Oliveirense esteve perto do empate através de um remate à entrada da área. Porém Mota estava no caminho do esférico, tal como sempre esteve (e de que maneira) no segundo tempo.

 

Na etapa complementar a equipa da casa entrou mais pressionante mas foi de Leonel a primeira ocasião de perigo, após passe a rasgar de Mauro Bastos (52'). Instantes mais tarde foi a vez de João Pedro irromper pela área adversária e rematar cruzado, bola intercetada pelo braço de Sérgio que num carrinho deslizante acabou por afastar o perigo de forma irregular. Grande penalidade perdoada, compensada aos 65 minutos no sentido inverso por Bruno Paixão ao assinalar suposta mão na bola de Tiago Rosa dentro da área. Revendo o lance percebe-se que o braço de Rosa está colado ao tronco, inviabilizando assim o suposto motivo para a marcação do penalti, mas a justiça acabou por ser feita pelas mãos de Mota que com mais uma grande parada defendeu o castigo máximo batido pelo capitão Rui Lima.

 

Até ao apito final o Oliveirense apertou o cerco e ai foi necessário ao Oriental saber sofrer. O futebol direto do conjunto nortenho encontrou sempre a oposição cerrada da defensiva orientalista, que com toda a sua solidez ainda teve alma para lançar alguns contra-ataques como foi exemplo o conduzido por Tom que culminou com um remate ao poste (84').

 

O final do encontro tardou com os exagerados sete minutos de compensação atribuídos por Bruno Paixão, mas o regresso aos balneários confirmou a atribuição mais que justa dos três pontos ao Oriental. Um desafio difícil por todas as circunstâncias que o acompanharam e que realçaram acima de tudo o espírito combativo dos Guerreiros de Marvila, homens que contra qualquer que seja o adversário continuam a lutar pela História do Clube Oriental de Lisboa.

 

O Oriental volta a entrar em campo já na quarta-feira às 16h00 no Estádio dos Barreiros frente ao Marítimo, em jogo a contar para os oitavos-de-final da Taça de Portugal. No domingo seguinte a Segunda Liga regressa ao Campo Eng.º Carlos Salema com o Oriental a receber o Sp. Covilhã às 15h00.