O Fremunde é o campeão do Campeonato Nacional de Seniores. A formação nortenha bateu o Oriental por 3-2 na grande final disputada no Estádio do Fontelo, em Viseu, e tornou-se no primeiro vencedor absoluto da prova criada esta temporada. Pese embora o resultado menos positivo, os Guerreiros de Marvila saem de cabeça erguida por terem deixado tudo em campo no culminar de uma época brilhante que conduziu 25 anos mais tarde o Oriental à II Liga.

A partida começou com o Oriental a controlar as operações mas foi o Freamunde a inaugurar o marcador aos 7’ por intermédio de Joel, num lance proveniente de um erro da defensiva orientalista. Perante o percalço inicial, os pupilos de João Barbosa reagiram com garra ao golo sofrido e instantes mais tarde (14’) o centrocampista Tom, repleto de oportunidade, empatou com classe o encontro.

   
O 11 titular do Oriental na grande final
 
 

O intervalo chegou já depois de a equipa de arbitragem liderada por João Pinheiro se ter equivocado ao anular por pretenso fora-de-jogo de Sebastião Nogueira um golo limpo que daria a vantagem ao conjunto grená e branco, naquele que terá sido o melhor período do Oriental no jogo. Mesmo perante tamanho infortúnio, os Guerreiros de Marvila não baixaram os braços e entraram na segunda parte com a mesma ambição de vencer de sempre e nem o bis de Pedrinho (59’ e 64’) abalou as intenções da turma orientalista. Novamente em desvantagem, a formação marvilense lançou-se para o ataque através do um futebol mais direto e Mauro Bastos ainda conseguiu reduzir aos 85’, no derradeiro tento que fixou o marcador no 3-2 que se manteve até ao apito final.

Ao longo de 90 minutos presenciados pelas largas centenas de adeptos presentes nas bancadas, Freamunde e Oriental bateram-se de igual para igual num jogo equilibrado em que a vitória podia ter pendido para qualquer um dos lados. A partida ficou marcada por diversos erros individuais de ambas as partes e o triunfo acabou por sorrir à formação que melhor soube aproveitar as falhas do adversário. Perante um adversário forte técnica e taticamente e mortífero nos passes em profundidade, o Oriental manteve até ao último instante uma atitude competitiva de alto nível que deve orgulhar todos os seus sócios e adeptos. A final foi perdida mas o facto de terem conquistado o título de Vice-Campeão de uma prova composta por 80 emblemas de todo o país valoriza em grande medida o trabalho desenvolvido por jogadores, equipa técnica e estrutura diretiva, homens empenhados em defender as cores do COL que entraram para a História do Clube por terem alcançado, um quarto de século mais tarde, a proeza de recolocar o Oriental na II Liga.

O sonho está vivo!
Oriental: Mais que um Clube, uma Paixão.